Todos nós estamos sempre escutando ou falando sobre a importância da equidade de gênero em diversas frentes: familiar, social, corporativa, amorosa… Apesar de todo o debate, o sexo feminino ainda passa por muitas atribulações – e uma das mais comentadas é justamente no mercado de trabalho. Vem com a gente aprofundar essa discussão!
Desigualdade em cargos de liderança
Se 49% das mulheres são consideradas chefes de família, seria de se imaginar que, tendo a mesma necessidade financeira dos homens, teriam a mesma oportunidade e critérios para conquistarem cargos e obterem os mesmos salários, não é?
Sim, mas não é o que acontece na prática. A realidade para muitas mulheres é difícil: envolve a superação de obstáculos como a conciliação entre maternidade, frequentemente mais pesada para o sexo feminino, e a vida profissional; que enfrenta também grandes desafios: no Brasil, um terço das pessoas não gostam da ideia de serem liderados por mulheres (!!) e muitos problemas mais…
Mulheres, à obra: a origem moderna do trabalho feminino
As mulheres sempre foram parte produtiva da comunidade que habitavam. É verdade! Em sociedades estratificadas e camponesas, por exemplo, não havia muita opção em vez de também utilizar a mão-de-obra feminina. Ali, contudo, a maior diferenciação entre os sexos começou, com a divisão de tarefas de acordo com o gênero, baseado em inferências das classes dominantes sobre quem tinha mais capacidade para cada tarefa. Conforme conta o sociólogo Immanuel Wallerstein, em seu livro Capitalismo histórico e Civilização Capitalista, o problema se inicia quando o trabalho que era considerado “útil” é delegado aos homens e os que são delegados às mulheres são automaticamente considerados “improdutivos” – ou seja, cuidar da casa, dos filhos, da alimentação, da limpeza, da saúde familiar…
A situação mudou quando, no período de ambas as Guerras Mundiais, o padrão se repetiu e a força feminina foi convocada. Depois de sustentar a produção fabril junto ao sexo masculino, a maioria das mulheres não queria mais se contentar com a vida de dona-de-casa sem independência. E nem deveria, não é mesmo? Assim, galgando degrau por degrau, as mulheres lutaram para obter reconhecimento, cargos e até mesmo direitos que já eram concedidos aos homens, como o voto. Avante, meninas!
Diagnóstico para o futuro: mulheres no poder
Apesar de todos esses – ainda presentes – desafios, os próprios dados refletem uma realidade: as mulheres vêm conquistando cada vez mais participação no mercado de trabalho brasileiro. Mas o que falta para que essa realidade também se perpetue nos cargos de liderança?

Cada vez mais, temos mulheres se especializando – e hoje já estão sendo mais especializadas, em média, do que os homens, de acordo com uma pesquisa do IBGE de 2018. Falta agora às empresas aproveitar essa disponibilidade para construir um plano de negócios sólido que contemple essa alteridade.
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Fontes:
- A população feminina no mercado de trabalho entre 1970- 2000: particularidades do grupo com nível universitário – Moema Guedes, José Eustáquio Alves
- Relatório When Women Thrive. Disponível em: https://www.mercer.com.br/our-thinking/when-women-thrive.html
Palavras-chave: liderança, mulheres, mercado de trabalho
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